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O Amor Dói?

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  Há algum tempo venho me perguntando se o amor dói. Não o amor dos romances, apenas. Nem aquele que costuma habitar os poemas, as músicas e as fotografias emolduradas sobre os móveis da sala. Falo do amor em todas as suas formas. O amor que nasce entre amigos. O amor que une pais e filhos. O amor silencioso dos avós. O amor que escolhe permanecer. O amor que simplesmente se doa. E, quanto mais penso sobre isso, mais percebo que talvez a resposta seja sim. O amor dói. Mas não da maneira que imaginamos. Ele não dói porque seja falho. Não dói porque seja cruel. Não dói porque tenha vindo ao mundo para nos ferir. O amor dói porque nos torna vulneráveis. Quem ama entrega. Quem ama permite que outra vida encontre espaço dentro da sua. E, a partir desse instante, a alegria do outro também nos alegra. Mas sua dor também nos alcança. Talvez por isso um pai sofra ao ver um filho enfrentar suas batalhas. Talvez por isso uma mãe passe noites acordada por preocupações que ninguém vê. Talvez po...

Dia das Mães

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O Panharmonicon e a IA: A alma por trás da engrenagem

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  Em 1805, o inventor Johann Nepomuk Mälzel apresentou ao mundo o Panharmonicon. Uma máquina monumental. Feita de foles, cilindros e precisão. Capaz de reproduzir o som de uma orquestra inteira. Beethoven, o gênio de sua época, não resistiu. Escreveu “A Vitória de Wellington” para ser executada ali — dentro de uma engrenagem. Hoje, vivemos um curioso déjà-vu. Substituímos a madeira pelo algoritmo. O ar pelo processamento de dados. A Inteligência Artificial é o nosso Panharmonicon moderno. E, como antes… a mesma pergunta ecoa: a tecnologia vai substituir o artista? Sempre que algo novo surge, há um intervalo de resistência. Um tempo de estranhamento. De defesa. Chamo isso de latência da rejeição coletiva. Tivemos medo do fonógrafo. Do sintetizador. Da própria gravação. E agora… daquilo que a IA é capaz de criar. Mas a história raramente aponta para substituição. Ela aponta para transformação. A tecnologia não inventa a música. Ela apenas amplia o alcance do s...
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Uma sociedade chamada humana

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"Entre guerras, crenças e poder… ainda sabemos o que significa ser humano?" Gritos de socorro. Desespero no olhar das crianças. Pavor espalhado por todos os lados. Não. Não é cena de filme. Não é ficção. É o mundo — agora. Em pleno século XXI, ainda assistimos à repetição de uma história antiga, quase cansada, mas nunca superada: a guerra. Uma guerra que atravessa décadas… talvez séculos… talvez algo ainda mais profundo do que o próprio tempo consegue medir. De um lado, vozes dizem: “Estamos combatendo regimes autoritários.” Do outro, respondem: “Estamos sendo atacados pelo autoritarismo de um império.” E então, o silêncio nos encara com uma pergunta incômoda: em quem acreditar? De que lado estamos? E, mais importante… existe realmente um lado certo? Às vezes, ao observar essas disputas, sinto como se estivéssemos presos em uma nova idade média — onde invasões ainda acontecem sob justificativas nobres. Antes, em nome de Deus. Hoje, em nome da democracia. Mas...

Entre Tempos #01 — Minha Fraqueza

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Escrevi isso em 2009.   Reler essas palavras hoje é como encontrar uma versão minha que ainda não sabia tudo o que eu aprenderia depois.  Ou talvez soubesse… e só não queria aceitar. O que posso dizer das coisas que vejo? Nada! Sou um pedaço de mágoa indo à direção do abismo. Sei que deitas ao meu lado p ara acabar com a solidão que te cerca. Sei que sou apenas fuga para libertar suas vontades. Mas meu coração se sente feliz em estar ao seu lado Essa é a fraqueza que me faz permitir. Sim! Permitir que me use de forma tão supérflua Que a carne sinta o prazer! Mas que seu coração continue a trancar-se por quem tu amas de verdade. O que mais me dói não é permitir! É saber que hora ou outra, irás partir de minha vida. Sabe-se lá quando e como. E mesmo que me digas que nunca usaria do meu amor pra satisfazer seus desejos. Sei que estou sendo usado! Pagas comigo o que sofreste no passado. Mas o que fazer se fui pego pelo cupido? Continuarei a deitar do seu lado É a única certez...