O Amor Dói?
Há algum tempo venho me perguntando se o amor dói. Não o amor dos romances, apenas. Nem aquele que costuma habitar os poemas, as músicas e as fotografias emolduradas sobre os móveis da sala. Falo do amor em todas as suas formas. O amor que nasce entre amigos. O amor que une pais e filhos. O amor silencioso dos avós. O amor que escolhe permanecer. O amor que simplesmente se doa. E, quanto mais penso sobre isso, mais percebo que talvez a resposta seja sim. O amor dói. Mas não da maneira que imaginamos. Ele não dói porque seja falho. Não dói porque seja cruel. Não dói porque tenha vindo ao mundo para nos ferir. O amor dói porque nos torna vulneráveis. Quem ama entrega. Quem ama permite que outra vida encontre espaço dentro da sua. E, a partir desse instante, a alegria do outro também nos alegra. Mas sua dor também nos alcança. Talvez por isso um pai sofra ao ver um filho enfrentar suas batalhas. Talvez por isso uma mãe passe noites acordada por preocupações que ninguém vê. Talvez po...